Eu estava voltando depois de vinte dias de férias, era empregada de uma casa que me ocupava todo o tempo, mas também pagava mais do que bem. A casa era enorme e meu chefe muito rico. Ele trabalhava na empresa Bemus que trabalhava com iogurtes muito bons e de sucesso, só era o dono da empresa. Rindo, indo para o trabalho, me perguntava como ele estava se saindo sem a minha presença, porque além de empregada eu ainda cuidava dos compromissos pessoais dele, por isso me pagava mais do que era necessário.
- Vic. - Eu abri a porta da frente e ele estava me abraçando forte, com atmosfera de desesperado.
- Bom dia, Sebastian. - Espremida, tentei respirar. - Tudo bem?
- Sim. - Esperou e me olhou nos olhos, segurando os meus braços, sério. - Não, na verdade. Quem você indicou não era você.
- Claro que não era eu. Eu estava de férias. - Rindo, corei um pouco já que ele se encontrava perto demais. - Está precisando de algo?
- Arruma tudo. Está uma bagunça e eu não faço ideia do que tenho que fazer hoje, minha secretária está toda perdida nos almoços. Estou meio louco com essa zona. - Ele bufou, respirando fundo.
- Tudo bem, deixe-me ver a agenda. - Colocando a mão na pasta ele retirou a agenda dali com papéis caindo e uma expressão de desastre. - Okai. Vamos ver. - Abri no dia e estava tudo anotado de maneira correta na folha, os horários não batiam, mas contando com o trânsito naquela cidade não daria tempo e com certeza era isso o que o fazia atrasar sem comparecer em todos os compromissos. - Vai chegar atrasado ou nem dará tempo dos últimos. Fale para a Fábia deixar esses dois últimos para um outro dia contando com o trânsito.
- Obrigado. - Beijou minha testa e saiu apressado. - Maria está na cozinha. - Gritou lá de fora, entrando no carro.
Acenei para ele e fui para a cozinha para cumprimentar a cozinheira da casa.
- Olá Maria. - Sorri, abraçando por trás nos ombros a senhora gordinha e grisalha lavando alguns pratos.
- Olá criança. - Ela deu um sorriso de canto dos lábios, continuando a olhar a louça. - Se eu entrasse na casa hoje, acharia que você era esposa e não empregada. - Riu, olhando minha expressão chocada. - Pense nisso, acha que ele ainda não pensou na possibilidade? Está muito enganada.
Ela disse com tal convicção que eu me apoiei no balcão, pensando: "Será? Pf, não. Que clichê". Voltei e continuei a fazer meu trabalho normalmente, infelizmente com essa ideia de que poderia acontecer algo com nós dois na minha mente.
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